Editorial: pingado-resposta a “nota fiscal: não peça”

Publicado: 27 março, 2008 por baraldi em Sem Categoria
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É… eu não tenho uma opinião exata sobre o e-mail e o tema; mais um motivo para discutirmos.

Sem duvida é uma visão distópica, mas a muito penso também que o governo poderia e tem amplos meios para fechar a malha do Imposto de Renda de uma vez. Conciliar – atravez de sistemas computacionais – entradas e saidas de cada cidadão desse país e facilmente identificar sonegação, desvios, roubos e etecétera.

E porque não o faz? porque não há interesse, e porque não há interesse?

Quem mais sonega, desvia, rouba e – principalmente – etecétera? O cidadão de bem, o trabalhador assalariado ou o escambal? O escambal! O próprio governo, os lobistas, os empresários corruptos, etc.

Hoje quem paga IR é o “cidadão mediano”, os mais pobres são isentos e os mais ricos sonegam ou se valem de manobras fiscais. É obvio que indiretamente todos pagam, e pagam por esses ultimos também. Talvez coloca-los na mesma lógica dos demais diminuisse significantemente tais diferenças de tratamento.

E o cyber punk? Sim, é claro as custas da privacidade e da liberdade do cidadão de fazer transações informais, mas será que somos quem mais ganha com isso ou será que tem gente ganhando muito mais a nossas custas?

Como sempre digo, “não existe volta para a evolução”. Você consegue imaginar as volta das carroças porque o petróleo está se esvaindo ou porque o ar está se tornando tóxico? Eu não, eu vejo as pessoas enchendo seus tanques com sangue humano, mas não isso.

Não vejo um futuro muito diferente do cidadão como pessoa publica, o próprio Orkut talvez seja uma pré-disposição do individuo em se escancarar e tornar parte do todo. Hoje qualquer um consegue qualquer tipo de informação a respeito do outro e tudo que fazemos pode ser rastreado.

Lutar por privacidade é o que devemos fazer, mas também é uma medida reacionária que só quer adiar o inevitável, como também o faz a indústria fonográfica com o mp3. Não é viável impedir o acesso a informação: ela derrama, escorre e se espalha.

Bom, o fato é que perante a lei no fundo todos somos criminosos de alguma forma, muitos cidadãos “idôneos” no minimo sonegam ou traem sua mulher; mas – se todos fôssemos presos – não restaria força de trabalho, nem contribuintes, nem quem comprir a lei, logo ela deixaria de fazer sentido. Então, o que?

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comentários
  1. baraldi disse:

    Okay, okay, mas um post sem sentido, sem pé nem cabeça, mas que requer estômago. To fora do mundo dos posts-pops (pos-pop?) novamente, entenda quem quiser, e comentem para levar a cabo a discussão…

  2. Concordo com as ultimas palavras do seu post: “Então oq?” 😛

  3. Daniel Simões disse:

    Após ler duas vezes, fez sentido é bom ter visões diferentes, quando li o título veio de primeiro momento para não pedir nota fiscal pq esse sistema não funcionava (aliás funciona ?), espero mais posts (non-pos-pop) []’s.

  4. Diego disse:

    Mas esse lance do governo roubar e sonegar impostos… Está claro que isso é a mais pura verdade… Só que eles não precisam pedir notinha fiscal com CPF pra descontar no IPVA… Pra isso você tem o cartão corporativo do Lula… o Lula-Card

  5. distopia
    [De dis-2 + -top(o)- + -ia1.]
    Substantivo feminino
    1.Patol. Situação anômala de um órgão, em geral congênita.

    Tem certeza de que voce quis usar esta(‘distópica’. 2o paragrafo, 6a palavra) palavra?

  6. baraldi disse:

    Contextualizando…
    “Uma distopia ou antiutopia é o pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utópica ou promove a vivência em uma “utopia negativa”[1]. São geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo bem como um opressivo controle da sociedade. Nelas, a sociedade tida como perfeita, utópica, mostra-se corruptível, e as normas criadas para o bem comum mostram-se flexíveis.Com isso, a tecnologia, as inovações que aparentemente fariam dessas, sociedades perfeitas, acabam por tornar-se meios de controle, seja do Estado, de instituições ou mesmo de corporações.”

    Na arte existem filmes, livros, músicas, etc. que tratam do assunto. Ex.: Metropolis, Laranja Mecanica, Matrix, Admirável Mundo Novo, 1984, etc.; e é representada, também, por um sub-gênero da ficção conhecido como Cyber Punk.

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